segunda-feira, janeiro 28, 2013
domingo, janeiro 27, 2013
10 maiores conquistadores de terras
Desejo de poder, rivalidade religiosa, intolerância racial,
ganância, loucura... todas essas razões influenciaram gênios das estratégias de
guerra a tomar territórios e aniquilar militares e civis, inimigos e aliados.
Confira clicando neste mapa quem foram os maiores conquistadores da História.
segunda-feira, janeiro 21, 2013
Vale tudo?
Imperdível! Corredor espanhol dá
exemplo de 'fair play' no
esporte
Não há medalha que consagre a ação do espanhol Ivan
Fernandez Anaya durante uma corrida cross country, em dezembro passado, em
Navarra (Espanha). Ele era o segundo colocado da prova quando viu Abel Mutai,
que liderava com folga, diminuir o ritmo a menos de 20 metros da vitória por
achar que já havia cruzado a linha de chegada. Ao invés de aproveitar a
oportunidade para ultrapassar o queniano e vencer a corrida, o espanhol mostrou
que a vitória não é o mais importante no esporte e fez questão de alertar o atual
campeão olímpico dos 3000m com obstáculos.
"Eu não merecia vencer", disse Fernandez ao jornal
espanhol El País. "Eu fiz o que tinha que ser feito. Ele era o real
vencedor da prova, liderava com folga e eu não tinha condições de vencer. Ele
(Abel Mutai) cometeu um erro e, assim que vi isso, eu sabia que não poderia me
aproveitar da situação".
Quem não gostou muito da história foi o seu técnico Martín
Fiz, que apesar de admirar a honestidade de Fernandez, confessou que "esse
foi um gesto que não teria feito. Certamente, eu me aproveitaria da situação."
A ação de Fernandez não lhe deu a medalha de ouro, mas o
transformou num exemplo mundial. A história foi compartilhada por milhões de
pessoas no mundo todo, justamente, na semana em que o americano Lance Armstrong
manchou o próprio esporte (o ciclismo) ao admitir o uso de doping.
domingo, janeiro 20, 2013
Olha a chuva! É mentira...
É fato, todo ano quando abordamos o tema em sala de aula, pergunto: Para que serve a previsão do tempo?
Invariavelmente vem a resposta: Para sabermos a roupa que vamos colocar ou se poderemos ir a praia...
Sigo questionando: Vocês não acham que satélites são lançados, softwares são desenvolvidos, profissionais são formados, estações de coleta de dados instaladas e um espaço caríssimo ocupado nos mais diversos canais de informação apenas para sabermos se vai dar praia ou se lavamos o guarda chuva na bolsa?
A Veja Rio fez uma matéria abordando o assunto... dê uma olhada...
Levantamento realizado por VEJA RIO mostra que os
meteorologistas dos quatro principais centros do país ainda estão muito longe
de conseguir prever com antecedência e exatidão as condições do tempo para a
cidade
| Sábado, 5 de Janeiro, praia lotada e sol em um dia em que as moças e os homens do tempo anunciavam chuvas. |
A imagem estampada nestas páginas retrata a Praia de Ipanema
no dia 5, às 5 da tarde, tomada de barracas nas quais turistas e moradores se
refugiavam do calor e do sol forte. Uma cena típica de verão, que, no entanto,
contrariou todas as previsões feitas três dias antes pelos institutos de
meteorologia, que vaticinaram variados tipos de chuva para aquele sábado — na
verdade, não caiu uma gota na cidade durante todo o dia. O erro não foi um caso
isolado. Por dez semanas, entre 31 de outubro do ano passado e o último dia 6,
VEJA RIO coletou, sempre às quartas-feiras, as previsões para os fins de semana
nos sites do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe), do
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e dos privados Climatempo e Somar Meteorologia.
Dos 35 dias avaliados, o acerto médio ficou entre nove e doze dias, um padrão
que varia de 25% a 34%. Pelos critérios internacionais, para o mesmo período, a
média de acerto considerada satisfatória é de pelo menos 60%. Na avaliação, que
levou em conta condições gerais como sol, céu nublado, chuva contínua ou em
pancadas, foram comuns divergências entre as próprias previsões realizadas
pelos especialistas. “A sensação é que a meteorologia ainda não é uma ciência
com base em indicadores físicos e matemáticos. Se você pedir a dois
profissionais de um mesmo centro que elaborem previsões com base nos mesmos
dados, eles vão produzir prognósticos diferentes”, afirma Alfredo Silveira da
Silva, coordenador de graduação do curso de meteorologia da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e representante da categoria no Conselho
Regional de Engenharia do Rio de Janeiro.
Em uma cidade marcada pelas belezas naturais e pelo relevo acidentado, em que
as atividades ao ar livre são parte da vida dos moradores e visitantes, as
previsões de tempo bom ou ruim influenciam desde a decisão do carioca de ir ou
não à praia até o faturamento de hotéis e restaurantes. Isso para não falar na
possibilidade de prevenir catástrofes, retirando moradores de áreas sujeitas a
enchentes e deslizamentos que costumam acompanhar as chuvas torrenciais típicas
do verão. Mas nem sempre elas acertam e exemplos não faltam (confira a tabela
ao lado). O descompasso entre a previsão e o que ocorre de fato é histórico, e
chegou a render episódios folclóricos no passado. Em dezembro de 2001, o então
chefe do Inmet na cidade, Luiz Carlos Austin, previu a formação de nuvens
pesadas que provocariam chuva, trovoadas e até granizo na festa de réveillon em
Copacabana. O Ano-Novo, entretanto, veio com céu limpo e estrelado. Irritado, o
então prefeito Cesar Maia ameaçou processar Austin por afugentar os turistas e
causar prejuízos financeiros ao município. “A previsão local, regionalizada e
feita com muita antecedência, ainda é passível de muitos erros”, diz Olívio
Bahia, do CPTEC/Inpe, o mais bem equipado centro de previsão do país, que,
mesmo assim, cravou apenas onze acertos no levantamento de VEJA RIO. “O
prognóstico depende muito da época do ano e do sistema que está atuando. O
verão, por exemplo, é uma estação bem complicada.”
Prever o tempo nos trópicos exige destreza e profundo conhecimento dos fatores
climáticos locais. A imensa maioria dos modelos matemáticos utilizados para
realizar as previsões, compostos de milhares de equações que simulam as
condições atmosféricas, está baseada em dados observados em latitudes médias,
pois foi desenvolvida em situações de clima temperado. Assim, nenhum dos
sistemas de análise criados a partir desses modelos alcança o mesmo resultado
em regiões de temperaturas elevadas e grandes instabilidades como o Rio. É
consenso entre os especialistas que, na Região Sul do país, tais modelos
funcionam bem. Mas, no Sudeste, só se costuma obter boas previsões no inverno,
quando a atmosfera está menos sujeita a grandes variações. Além disso, a
existência de duas grandes baías (Guanabara e Sepetiba) e cadeias de montanhas
(maciços da Tijuca e da Pedra Branca) complica as previsões por aqui. “Toda
essa beleza tem seu preço. A condição geográfica do Rio é um dos maiores
empecilhos para previsões mais acuradas”, justifica Lúcio de Souza, do Inmet.
Dotado de 34 estações de monitoramento em uma área
relativamente pequena do ponto de vista geográfico, o estado do Rio de Janeiro
é o mais bem observado do país. No Sumaré, um radar meteorológico foi instalado
para vigiar as condições do tempo depois que chuvas torrenciais provocaram o
caos na capital em abril de 2010. É desse aparelho que partem os alertas sempre
que nuvens carregadas ameaçam desabar sobre nós. Ainda que pequena quando
comparada ao padrão internacional, tal rede seria até razoável se funcionasse a
contento. A estação meteorológica do Alto da Boa Vista, responsável por
fornecer as mínimas de temperatura e as máximas pluviométricas, por exemplo,
foi depredada em dezembro e ficou vários dias sem funcionar. A boia marítima
que desde novembro de 2011 coleta dados meteorológicos em Cabo Frio, entre os
quais o fluxo das correntes e a temperatura do mar, costuma ser alvo de
vandalismo. Desinformados, pescadores usam essa boia para amarrar embarcações,
inutilizando assim a principal ferramenta para a emissão de avisos de ressaca
no litoral fluminense. Cada vez que isso acontece, a Marinha, dona do aparelho,
gasta 700 000 dólares
para religá-lo. “O equipamento funciona como uma salvaguarda para os casos em
que o modelo numérico nos fornece uma informação ilógica ou superestimada.
Quando ele fica fora do ar, a previsão perde em confiabilidade e precisão”,
afirma a capitã de fragata superintendente de meteorologia e oceanografia Emma
Giada Matschinske.
| Devastação provocada pelo furacão Sandy em Nova Jersey: os cientistas previram com 5 dias de antecedência que o local seria atingido. |
Embora tenha a maior rede de observação e estudos climáticos da América do Sul,
o Brasil ainda engatinha no monitoramento de suas condições espaciais. Na sede
do CPTEC/Inpe, em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, é possível
perceber as limitações para prever o tempo. Ali está instalado, desde 2010, o
supercomputador Tupã, uma das máquinas mais poderosas do mundo para esse tipo
de tarefa. Desde o início do ano, os meteorologistas utilizam um novo software
capaz de analisar 1,6 milhão de dados simultâneos. Apesar da máquina poderosa e
do programa de primeira linha, os técnicos do instituto têm uma base muito
limitada de dados climáticos para abastecê-los. As informações usadas são
captadas em 476 estações automáticas de medição climática e 287 convencionais,
concentradas principalmente junto às regiões mais populosas. A distância média
entre elas é de 100 quilômetros, enquanto na Europa gira em torno de um quarto
disso. Sem satélite próprio, o país depende de imagens enviadas por
instituições parceiras no exterior, que nem sempre atendem a todas as necessidades
dos cientistas. Para efeito de comparação, a Agência Nacional de Atmosfera e
Oceanos dos Estados Unidos (NOAA) dispõe de dois satélites meteorológicos
estacionários e outros trinta em órbita. Graças a recursos como esses, o Centro
Nacional de Furacões conseguiu prever com exatidão a área do estado de Nova
Jersey, na costa leste do país, que seria mais atingida pela passagem da
tempestade Sandy. “Aqui, previsão do tempo é coisa séria. Não é uma questão de
nos vangloriarmos de nossos acertos, mas de proteger a vida humana”, explicou a
VEJA RIO José Galvez, pesquisador da NOAA.
Desde que deixou as cavernas, a humanidade tem verdadeira obsessão pelo clima.
Antes mesmo de as grandes civilizações do mundo antigo surgirem, já existiam
xamãs e feiticeiros encarregados de predizer se as colheitas seriam fartas e as
pessoas estariam livres de catástrofes naturais como secas, inundações,
invernos ou verões inclementes. A primeira tentativa de previsão do tempo
registrada remonta aos tempos do rei assírio Assurbanípal e foi escrita em
placas de argila (“Quando surgir um halo escuro em torno da Lua, o mês terá
chuvas”, sentenciava). Apesar de o interesse ser tão antigo e longevo, foi nos
últimos 100 anos que o homem realmente pôde decifrar os mais importantes segredos
do tempo, graças à ajuda de computadores, aparelhos de medição de alta precisão
e satélites de observação. Por aqui, mesmo com todos os problemas e
dificuldades, passos importantes vêm sendo dados nos últimos anos em busca de
maior qualidade nas previsões. Ainda assim, é sempre bom carregar um
guarda-chuva para eventuais surpresas.
sexta-feira, janeiro 18, 2013
Assinar:
Postagens (Atom)




