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sexta-feira, janeiro 10, 2014

Em tempos de intenso intercâmbio entre nossas universidades e outras instituições espalhadas pelo mundo, alunos da Universidade de Coimbra fazem campanha contra xenofobia.

Denúncias de discriminação contra brasileiros na Universidade de Coimbra, em Portugal, vêm ganhando visibilidade na internet, depois que vários estudantes começaram a publicar fotos com cartazes nos quais relatam situações constrangimento e preconceito. A mobilização faz parte de uma série de ações lideradas pelo grupo de estudantes “Lista R - Reset à AAC”, que também combate outras formas de discriminação vivenciadas no ambiente universitário, como racismo, homofobia e machismo.






Alguns dos absurdos ouvidos por estudantes brasileiros na Universidade de Coimbra

As imagens, que começaram a circular no final do ano passado, mostram cartazes com frases como “os brasileiros e os pretos deviam todos morrer”, encontrada originalmente numa carteira da Faculdade de Letras, e "as alunas brasileiras precisam cuidar o comportamento, caso contrário, reforçarão o estereótipo de prostitutas, putas e fáceis", que teria sido dita por uma professora.

O grupo Lista R é uma espécie de chapa candidata ao comando da Associação Acadêmica de Coimbra, entidade equivalente aos diretórios centrais de estudantes no Brasil. Eles perderam a eleição, no fim do ano passado, mas as ideias difundidas por eles, de combate ao preconceito, continuaram a se propagar pelas redes sociais.
No site do grupo, é possível conferir o programa deles no que diz respeito à discriminação. O texto questiona: “Orgulhamo-nos da nossa internacionalização, mas saberemos realmente receber e incluir? A discriminação por origem étnica é um problema real dentro da universidade, que parece estar dissimulado nas malhas da boa aparência. Pouco é feito no que toca à integração das multi-culturalidades, o que leva a uma alienação e a um acréscimo do preconceito.”

Representantes da Lista, procurados pelo GLOBO via Facebook, se disseram impressionados com o alcance da campanha. Entretanto, eles informaram que só darão entrevistas após uma reunião marcada para este fim de semana.
Universidade nega acusação de xenofobia

Por meio de nota, a Universidade de Coimbra informou que, num universo de mais de 30.000 pessoas como o da instituição, há sempre discordâncias e desentendimentos pontuais, provocados pelas razões mais diversas, e que nada disso pode ser confundido com xenofobia. “Refutamos categoricamente a acusação de que haja um ambiente de xenofobia na Universidade de Coimbra. Em qualquer caso, se viermos a ter conhecimento de alguma situação de discriminação efetiva em função da nacionalidade, atuaremos com determinação, nomeadamente através de ação disciplinar.”

A universidade também informou que estudantes foram ouvidos, mas não apresentaram nenhuma queixa concreta contra ninguém. “Apesar de se ter apurado que algumas das afirmações que faziam eram falsas, empreenderam-se diligências diversas para saber se algum episódio concreto de xenofobia teria acontecido. Nada se detectou. Apesar disso, tomaram-se iniciativas construtivas e pedagógicas para combater e dissuadir atitudes xenófobas.”

A instituição também informou ter mais de 4 mil estudantes estrangeiros, de mais de 90 nacionalidades, e destacou que estudantes que se sintam vítimas de qualquer discriminação podem recorrer a profissionais e órgãos da universidade.

Adaptado de O Globo




segunda-feira, janeiro 06, 2014

Zé Colmeia, Catatau e Guarda Belo em perigo... Risco de erupção em supervulcão nos Estados Unidos é maior do que se pensava, alertam cientistas



GRENOBLE - A análise de uma rocha derretida dentro do supervulcão do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, revelou que uma erupção é mais provável do que se imaginava e pode acontecer sem qualquer gatilho externo. Os supervulcões são centenas de vezes mais poderosos do que os convencionais e, ao lado dos asteroides, representam a maior ameaça para a humanidade.

Cientistas acreditavam até o momento que uma erupção só poderia acontecer após um terremoto que quebrasse a crosta da Terra, permitindo que o magma escapasse. No entanto, de acordo com estudo publicado na revista “Nature Geoscience“, a erupção pode ser resultado apenas do acúmulo de pressão dentro do vulcão.
No passado, supervulcões e asteroides foram responsáveis por extinções em massa e mudanças de longo e curto prazo no clima. A erupção de um supervulcão pode causar um evento chamado “inverno vulcânico”, que resfria a Terra devido ao bloqueio da luz do sol pelas cinzas.
Acredita-se que a última erupção supervulcânica aconteceu cerca de 70 mil anos atrás, no local que hoje se encontra o Lago Toba, em Sumatra, Indonésia. As suas cinzas bloquearam o sol entre seis e oito anos, o que causou um período de resfriamento global que durou cerca de mil anos.
A última vez que o vulcão de Yellowstone entrou em erupção foi cerca de 600 mil anos atrás, lançando na atmosfera mais de mil quilômetros de cinzas e lava - cerca de 100 vezes mais do que a erupção do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, que causou um resfriamento global de 0,4º C por vários meses.
Segundo previsão dos cientistas, uma erupção supervulcânica baixaria as temperaturas médias globais em cerca de 10º C durante uma década, o que levaria a uma mudança no modo de vida na Terra.
Métodos de pesquisa
A caldeira do vulcão de Yellowstone é uma caverna subterrânea de 55 quilômetros de profundidade que contém entre 200 e 600 quilômetros cúbicos de rocha fundida. Os pesquisadores retiraram um pedaço dessa rocha fundida para ver como ela respondia a mudanças de pressão e temperatura.
Usando uma poderosa fonte de raio-X do European Synchrotron Radiation Facility (ESRF) - um grande acelerador de elétrons construído em Grenoble e financiado por diversos países europeus para pesquisas em física, química, ciências dos materiais e da vida -, os pesquisadores descobriram que a densidade do magma diminuiu significativamente quando exposto à altas temperaturas e pressões vividas no subsolo.
Variações de densidade entre o magma e a rocha circundante podem fazer com que a lava dentro da caldeira do supervulcão ganhe força suficiente para romper a crosta terrestre, permitindo que a rocha derretida e as cinzas sejam lançadas para a superfície, afirmam os cientistas.
- A diferença de densidade entre o magma derretido na caldeira e a rocha circundante é suficiente para conduzir o magma da câmara à superfície - disse Jean-Philippe Perrillat, do Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Grenoble, França, ao jornal “The Independet”. - O efeito é como empurrar uma bola de futebol cheia de ar debaixo da água, isso vai obrigá-la a ir para a superfície por causa da água mais densa em torno dela. Se o volume de magma é grande o suficiente, deve vir à superfície e explodir como uma garrafa de champanhe.
O estudo foi possível porque a máquina de raio-X de Grenoble conseguiu fazer medições precisas de densidade em temperaturas de até 1.700º C e pressão 36 mil vezes maior do que a atmosférica.
- Os resultados revelam que, se a câmara de magma é suficientemente grande, a sobrepressão causada por diferenças de densidade por si só são suficientes para penetrar na crosta acima e iniciar uma erupção - afirmou Carmen Sanchez-Valle, do Instituto Suíço de Tecnologia (ETH, na sigla em inglês) em Zurique, que liderou o estudo.
Prevenir uma erupção supervulcânica não é possível, mas os cientistas estão tentando inventar métodos de controlo da pressão do magma subterrâneo, a fim de prever se ela é iminente.

Segundo Perrillat, não existe nenhum supervulcão em perigo de erupção num futuro próximo que seja de conhecimento de pesquisadores, e seria necessário pelo menos uma década ou mais para que a pressão de magma dentro de uma caldeira subisse a ponto de uma erupção.

Originalmente: O GLOBO

Será? Professor faz novo 'Super Size Me' e emagrece 16 quilos.


Divulgação/'Super size me'

A inspiração foi o clássico "Super Size Me" (imagens acima), documentário de 2004 no qual um sujeito mostra os efeitos de se alimentar apenas com fast food durante um mês - os resultados foram bem ruins para a sua saúde. 

John Cisna, professor de Ciência em Ankeny (Iowa, EUA), contou com a ajuda dos seus alunos para bolar uma dieta de 2.000 calorias diárias usando apenas o cardápio da rede de fast food McDonald's por três meses. 

O dono de uma filial do McDonald's ficou tão interessado no experimento queforneceu gratuitamente todas as três refeições para o professor. 

Só que, ao contrário do protagonista do original "Super Size Me", John emagreceu! O professor perdeu 16,7 quilos! Mais: o mau colesterol também registrou queda, de 173 para 113. Observe a transformação:


O segredo do mestre: ele passou a caminhar 45 minutos por dia. 

"Todos nós temos escolhas. É a sua escolha que o faz engordar, não o McDonald's", disse John à emissora KCCI.

Originalmente: Page not Found

domingo, janeiro 05, 2014

Bem Mais Que "Apenas" Futebol - O Ban... devolve a bola aê...

Meninos palestinos pedem ajuda à ONU para reaver bola


Um grupo de crianças palestinas do vilarejo de Kafr Sur, perto de Tulkarem (Noroeste da Cisjordânia) escreveu uma carta para a Organização das Nações Unidas (ONU) para reaver uma bola de futebol que foi confiscada por israelenses. 

A carta foi enviada ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, via Facebook. 

Na carta, as crianças pedem intervenção das Nações Unidas para conseguir de volta uma bola que atravessou uma cerca de arame farpado que divide a cidade, indo parar numa parte controlada pelos militares israelenses.

Segundo a agência de notícias palestina Ma’an, um menino palestino chamado Amir (na foto, acima) estava jogando futebol quando, num certo momento, bateu na bola forte demais e ela passou para o outro lado da aldeia.

Tulkarem é envolvida por uma série de cercas de arame farpado e também por trechos do muro da Cisjordânia. A barreira, que divide algumas cidades e circunda outras, foi construída há cerca de uma década para evitar a passagem de homens-bomba palestinos da Cisjordânia para cidades israelenses, durante a segunda intifada (revolta palestina contra Israel).

UPDATE
Ontem, no Fantástico, passou uma matéria sobre essa notícia e o comandante responsável pelo patrulhamento do MURO acusou o movimento dos meninos de ser uma propaganda partidária, mas deu uma bola nova para a molecada.

Publicado originalmente em : Lá Fora

quarta-feira, julho 03, 2013

APENAS FUTEBOL - LEPROSOS X CANALHAS

No Brasil alguns apelidos inicialmente colocados por torcedores rivais de forma pejorativa na pura intenção de encarnar nos adversários acabaram sendo adotados como marcas registradas e usados orgulhosamente por aqueles que antes eram ofendidos. Bacalhau, Porco e Urubu são alguns dos exemplos.

Na Argentina, temos um exemplo bem peculiar... 

Vocês já conhecem o clássico LEPROSOS X CANALHAS ?


O futebol argentino vai muito além de Boca Juniors e River Plate. Há quem diga até que a província de Santa Fé abriga um clássico mais intenso que a disputa entre os dois gigantes da capital portenha. Comparações à parte, Rosario Central x Newell’s Old Boys é mais um derby recheado de paixão e histórias incríveis. Uma saga insuflada por um lamentável caso de insensibilidade e sedimentada por mais de um século de enfrentamentos.

Che Guevara e Lionel Messi. Torcedores ilustres de Rosario e NUB

O primeiro “Clásico Rosarino” ocorreu em 18 de junho de 1905 com uma vitória do Newell’s por 1 a 0 – gol de Faustino González. A semente da maior rivalidade do interior da Argentina estava plantada, mas não semeada. Somente no início da década de 20 é que essa história começaria a ganhar contornos mais dramáticos por conta de um amistoso que não ocorreu. O jogo teria sua renda revertida em prol de um hospital de tratamento de pacientes com hanseníase da cidade de Rosário, capital de Santa Fé. Mas como dito, a partida não foi realizada, pois o Central negou-se a participar sem quaisquer justificativas. E a partir da insensata recusa, jorraram insultos de lado a lado. Torcedores do Newell’s passaram a chamar os rivais de canalhas e os aficionados pelo Rosário respondiam classificando os rubro-negros como bando de leprosos.

Curiosa faixa da torcida do Newell´s com a frase: SE MORRO QUE SEJA DE LEPRA
Curiosamente, pouco tempo depois, as duas torcidas começaram a adotar orgulhosamente as alcunhas pejorativas. O Rosario Central já chegou até a estampar em sua camisa a frase “yo soy canalla” enquanto o NUB utiliza em várias peças publicitárias e no seu site oficial a expressão “leproso”.