Muito legal!
terça-feira, janeiro 24, 2012
Mudanças climáticas aumentarão vinda de estrangeiros para o Brasil
O Globo - 24/01/12
Após assistir à onda de imigração de haitianos, o Brasil pode se tornar o principal destino de migrações relacionadas a problemas ambientais na América do Sul. As mudanças climáticas, a ciência dá como certo, vão agravar as catástrofes naturais. Secas ficarão mais severas, chuvas, mais fortes e a água, escassa. Nestas circunstâncias, algumas regiões do continente devem sofrer. E, sem ter como permanecer em seus países, alertam especialistas, haverá um afluxo de pessoas buscando refúgio em outras nações. Elas chegarão em situação extremamente vulnerável, muitas vezes sem condições de arcar com despesas básicas, como alimentação e moradia. Na hora de escolher um novo lugar para recomeçar a vida, o Brasil é visto como o melhor destino. A enorme fronteira é uma barreira fácil de ser transpassada. O país não atravessa crise econômica e, além da capacidade de absorver a mão de obra, não impõe restrições severas aos estrangeiros, mesmo que ilegais. A política brasileira de imigração é branda, sobretudo quando comparada com a de outras nações, como os Estados Unidos e os países da Europa.
Entre os países que mais deverão sofrer com as mudanças climáticas na América do Sul, destaque para o Peru. O aquecimento global começa a reduzir as geleiras dos Andes peruanos e isto deverá comprometer o abastecimento de água de vilarejos e cidades, de acordo com o coordenador dos cursos de pós-graduação de gestão ambiental da Escola Politécnica da UFRJ, Haroldo Mattos de Lemos.
— Já não há mais tanto gelo dos Andes para derreter, algumas vilas andinas do Peru enfrentam dificuldades de obter água. Se o problema continuar neste ritmo, as pessoas vão ter que se mudar. Este será um dos primeiros problemas ambientais a provocar migrações em larga escala — diz Mattos de Lemos . — Chuvas mais intensas, secas prolongadas, tornados, furacões vão ficar mais frequentes num futuro próximo. Quando isto acontecer, teremos problemas sérios.
Especialistas também citam a Colômbia, a Bolívia, o Equador e a Guiana, além do Peru e do Haiti, como exemplos de países cujos problemas ambientais agravarão movimentos migratórios.
Nem altitude protege mais o gelo dos Andes
Uma das mais majestosas geleiras andinas terá este ano seu fluxo de água de degelo reduzido em 30%. Essa é a previsão de cientistas para a espetacular Cordilheira Branca, no Peru, cujos cumes de numerosas montanhas facilmente ultrapassam os 5 mil metros de altura. Mas nem a grande altitude é capaz de frear o ritmo do aquecimento da temperatura, que faz nevar menos e aumenta o degelo. Segundo uma pesquisa liderada por Michel Baraer, da Universidade McGill, do Canadá — que contou com a participação de especialistas americanos e peruanos e foi publicada há duas semanas na revista “Journal of Glaciology” —, as geleiras que alimentam o Rio Santa, por exemplo, já são pequenas demais para manter o fluxo hídrico.
— As regiões da América Latina que têm uso intensivo de água de geleiras estão entre as mais vulneráveis. — diz Baraer. — Mesmo que as emissões de gases-estufa parem no mundo inteiro, muitas geleiras continuariam retraídas por um tempo.
As geleiras da Patagônia, na Argentina e em parte do Chile, derretem mais rapidamente do que as de qualquer outra parte do planeta, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Na Bolívia e no Equador a retração do gelo do cume dos Andes acelerou nos últimos 20 anos.
O climatologista José Marengo, do CPTEC/Inpe, ressalta que é difícil estimar com precisão quando os eventos climáticos provocarão migrações em larga escala. Mas considera o derretimento de gelo nos Andes como um caso crítico.
— Os estudos indicam o aumento da temperatura média na região andina. Isso reduz as geleiras. Num primeiro momento, aumenta o degelo e há mais água. Mas depois passa a haver menos gelo e, consequentemente, menos água. Algumas estimativas indicam que em 2025 faltará gelo em várias partes dos Andes. E em certas regiões dos Andes tropicais o gelo desaparecerá totalmente — afirma Marengo. — Sem água, habitantes das áreas montanhosas deverão migrar.
A água do degelo sazonal é importante não só para o consumo e as hidroelétricas. Ela também ameaça a biodiversidade de alimentos. No Peru, por exemplo, há centenas de variedades nativas de batatas, todas vulneráveis.
— Parte dos Andes pode virar deserto sem as geleiras — diz Mattos de Lemos.
O Brasil não está livre dos problemas ambientais que causarão migrações. As secas já castigaram extensas áreas do Rio Grande do Sul. A Amazônia também pode sofrer com a instabilidade do regime de chuvas. A falta de chuvas agravará as condições de vida na Região Nordeste, preveem estudos.
— A Amazônia deverá ter menos chuvas. Tivemos duas secas recentemente como sinais das mudanças climáticas. A floresta se tornaria um cerrado — analisa Lemos. — No Sul, há um pequeno deserto se formando na região de Alegrete.
Especialista em migração agravada por questões climáticas, Fernando Malta ressalta que a movimentação de pessoas já acontece. Ele cita casos em Brasil, Peru e Venezuela, em locais em que populações ribeirinhas são obrigadas a se deslocar para fugir de secas ou inundações.
— Há poucos dados científicos sobre migrações — reclama Malta.
Além de enfrentar as catástrofes naturais, que forçaram o abandono do local de origem, e de não encontrar apoio dos governos de seus países, os migrantes ambientais acabam caindo em um vazio jurídico internacional. Os tratados assinados para proteger refugiados prevê apenas cinco causas de perseguição, seja ela política, cultural ou religiosa, entre outras. Porém, não estão listadas as razões climáticas.
Autora do livro "Para entender o direito internacional dos refugiado: análise crítica do conceito refugiado ambiental" (Del Rey, 2009), a professora Luciana Diniz, do Centro Universitário UNA e da Fumec, de Belo Horizonte, defende a criação de um protocolo que trate do tema.
— É preciso criar a obrigação de proteger as pessoas que se deslocam por causa de problemas ambientais. O problema seria como definir estes desastres: o refúgio terá que ser dado somente quando o local de origem for completamente devastado? — questiona Luciana.
Receber um grande contingente de imigrantes pode ser um problema para o país que abriga estas pessoas. Há competição pelos postos de trabalho e custos sociais. Ao limitar o número de vistos concedidos aos haitianos, o Brasil divide especialistas.
— Para cada migrante legal, haverá outros mil ilegais — critica Malta. — Temos que agir com mais rigor nas fronteiras.
Professor titular de Relações Internacionais da UNB, Eduardo Viola diz que o Brasil tende a ser receptor de refugiados da África e Américas do Sul e Central:
— O Brasil é um país de renda média e menos hostil para imigrantes do que as nações europeias. Onda a renda é maior, o controle também é mais rigoroso.
Já o climatologista Carlos Nobre, à frente da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa Desenvolvimento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, defende uma postura mais humanitária.
— O Brasil pode ser um país diferente. Temos que rediscutir o conceito de fronteira, sobretudo quando ela vira um muro, uma barreira, como nos Estados Unidos ou em Israel. Não é possível imaginar o desenvolvimento humano com muros concretos ou virtuais — comenta Nobre. — As trajetórias sustentáveis têm que levar em consideração o movimento migratório, sem que ele seja uma ameaça global à qualidade de vida, mas sendo entendido de uma maneira mais ampla.
O pesquisador acredita que a Rio+20 será palco da criação de um novo modelo de desenvolvimento, que seja socialmente justo, e no qual as fronteiras não serão intransponíveis. Mais do que enfrentar o problema das migrações motivadas por problemas ambientais, Nobre espera que a conferência da ONU no Rio de Janeiro seja um instrumento para garantir os direitos humanos.
Olha o Caçula!

Sudão do Sul ou Sudão Meridional , oficialmente Governo Autônomo do Sudão Meridional ainda é uma região autônoma do Sudão, composta por dez estados deste país. O governo sudanês concordou em dar autonomia à região através do tratado de Naivasha, assinado em 9 de janeiro de 2005 em Nairóbi, Quênia, com o Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA/M), na tentativa de colocar um fim na segunda guerra civil sudanesa.
O nome da provável futura nação ainda é uma incógnita. Poderá ser chamada de Sudão do Sul ou Kush, nome de uma das primeiras civilizações do Rio Nilo, que se desenvolveu por volta de 1500 a.C.
A região conta com enormes reservas de petróleo que até 2010 sendo repartidas com o governo central. Teme-se que que o governo central, de maioria árabe, não respeite o resultado. Caso a independência ocorra em julho de 2011 serão necessários seis meses de adaptação até que nasça para valer o 193º país do mundo.

Diversos países foram criados nos últimos 20 anos. Quem quiser saber mais, procure informações sobre os Balcãs por exemplo.
Bem mais que "apenas" futebol... Barcelona vs. Real Madri - O CLÁSSICO
Na próxima quarta-feira, 25 de janeiro de 2012, acontecerá mais uma edição do confronto que configura talvez na maior rivalidade do futebol mundial. Agora, essa descomunal rivalidade, tem origem fora de campo.
El Clásico - Português: O Clássico - é o maior clássico da Espanha, conhecido também como "el Superclasico" e que envolve as equipes do Real Madrid e do Barcelona.
Barcelona e Madrid são as duas maiores cidades da Espanha, enquanto Madrid (capital) representa o nacionalismo e o Império Castelhano enquanto o Barcelona respresenta nacionalismo catalão. A rivalidade se tornou muito forte nos anos 30 quando o Real Madrid se tornou o símbolo do conservadorismo durante a ditadura de Franco, FC Barcelona, por outro lado tornou-se a representação do catalão progressismo.
Daí a intensidade desta rivalidade, pois diferente da maioria dos países onde os principais clássicos envolvem clubes da mesma cidade, a rivalidade deste clássico envolve filosofias de entendimento políticas distintas e contrárias, e talvez por isto, seja o clássico de maior rivalidade da Europa. Ambos os clubes se odeiam mais do que aos rivais citadianos - o Atlético de Madrid (Real Madrid) e o Espanyol (FC Barcelona).
O Barcelona é fortemente identificado com a região catalã, da qual se proclamou como símbolo. Suas partidas são consideradas até como evento turístico para os forasteiros e rotineiramente locais de demonstração do nacionalismo - e separatismo - catalão. O depoimento um de seus mais famosos torcedores, o tenor Josep Carreras, convidado para cantar na festa de centenário do time, em 1999, exprime bem tal ideia: "Ser torcedor do Barça vai além do puramente esportivo. É o sentimento de raízes, de valores e de uma identidade de país: a Catalunha". Outras expressões icônicas locais são a faixa de capitão do time, que normalmente reproduz a bandeira da Catalunha, e o lema més que un club, adotado em 1968.
Em 1938, Barcelona ficou sob bombardeio, resultando na morte de mais de 3000 pessoas. Poucos meses depois Cataluha foi ocupada e uma série de restrições, tais como, o símbolo, em que quatro faixas vermelhas na parte superior direta, alusivas à bandeira da Catalunha, foram diminuídas para duas, para representar a bandeira da Espanha e mudança do nome do clube para o espanhol.
As animosidades, entretanto, só se incendiaram após Alfredo di Stéfano, contratado em 1953 pelo Barcelona, assinar polemicamente com o Real, em decadência, que logo teria anos de ouro e conquistas com o jogador argentino.
A primeira partida entre FC Barcelona e Real Madrid CF, foi disputada no dia 13 de Maio de 1902 nas semi-finais da antiga Copa de la Coronación, precedente da atual Copa do Rei e o Barcelona venceu este jogo por 3 a 1.
Em 1968, após vitória do FC Barcelona por 1 a 0 no Santiago Bernabéu em uma final de Copa, tendo havido reclamações por um possível pênalti não assinalado a favor do Real Madrid CF, o público madridista atirou garrafas e diversos objetos no gramado, causando tanto tumulto que desde então foram proibidas vendas de garrafas nos estádios espanhóis.
Pouco mais de trinta anos depois, foi a vez da torcida do Barça atirar objetos para o campo; o motivo era a presença de Luís Figo no Camp Nou. O português, quando jogador do Barcelona, tornara-se um ídolo para os torcedores, que passaram a detestá-lo quando ele se transferiu para o arquirrival em 2000. Entre os objetos encontrou-se até a cabeça de um porco.
Estes são apenas alguns incidentes dos muitos registrados na intensa história deste clássico.
Hoje, todos têm o Barcelona como a melhor equipe planeta, o time a ser batido. Nos últimos
20 jogos foram 10 vitórias para o Barcelona, 6* empates e apenas 4* vitórias para o Madri.
A última vitória no tempo normal de jogo do Real aconteceu em 2008.
(*Em 20 de abril de 2011, Barcelona e Real Madri decidiram a Copa do Rei. O jogo terminou com o placar de 0x0 e o Real venceu com um gol na prorrogação)
Bem mais que "apenas" futebol ... FINAL DA COPA DO REI DA ESPANHA - 2009
No dia 13 de maio de 2009, Barcelona e Atlético de Bilbao fizeram a final da Copa do Rei.
Seria apenas uma partida de futebol como outra qualquer se não fossem esses times, os principais representantes esportivos das duas regiões da Espanha que reivindicam independência de Madri, respectivamente a Catalunha e País Basco. Este último, berço do movimento separatista ETA.
Para apimentar ainda mais as coisas, como se trata da final da Copa do Rei, é comum que este esteja no estádio para entregar o troféu ao campeão.
O mais curioso, foi o que a TV espanhola fez durante a execução do hino espanhol. Antes do início da partida, sabendo que o hino receberia uma sonora vaia vinda das duas torcidas presentes, a TVE forjou um problema técnico e não transmitiu o hino com as vaias ao fundo.
Para piorar a situação, após a encenação, foi exibido um vídeo com o áudio manipulado.
Seria apenas uma partida de futebol como outra qualquer se não fossem esses times, os principais representantes esportivos das duas regiões da Espanha que reivindicam independência de Madri, respectivamente a Catalunha e País Basco. Este último, berço do movimento separatista ETA.
Para apimentar ainda mais as coisas, como se trata da final da Copa do Rei, é comum que este esteja no estádio para entregar o troféu ao campeão.
O mais curioso, foi o que a TV espanhola fez durante a execução do hino espanhol. Antes do início da partida, sabendo que o hino receberia uma sonora vaia vinda das duas torcidas presentes, a TVE forjou um problema técnico e não transmitiu o hino com as vaias ao fundo.
Para piorar a situação, após a encenação, foi exibido um vídeo com o áudio manipulado.
terça-feira, agosto 16, 2011
Vazante
Imaginar um período de vazante mais acentuado no semi-árido nordestino é bastante comum. Incomum é imaginar que o período de seca cause tantos transtornos na região amazônica.
Pois é, a maior bacia hidrográfica do planeta padece no período de falta de chuvas, principalmente com a interrupção de suas hidrovias.
Assista aos dois vídeos abaixo!
Serviço Geológico do Brasil registra vazante recorde no Rio Amazonas
Baixa inédita foi verificada em Parintins (AM)
Rio Negro deve ultrapassar neste domingo mínimo já medido
Dennis Barbosa
Do Globo Amazônia, em São Paulo
Rio Negro deve ultrapassar neste domingo mínimo já medido
Dennis Barbosa
Do Globo Amazônia, em São Paulo
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou nesta sexta-feira (22) relatório em que aponta baixa recorde do Rio Amazonas na estação de medição de Parintins, verificada no local na quarta-feira (20). As aferições ali são feitas no município desde 1970. O nível estava 10 centímetros abaixo do menor já visto anteriormente, em 1997.
Menino brinca em parte do leito do Rio Negro que ficou sem água, perto de Manaus.
Curso d´água deve ter baixa recorde neste fim de semana, informa o CPRM. (Foto: AFP)
Em Tefé (AM), barco encalhou em banco de areia.
(Foto: Rodrigo Baleia/ Greenpeace/ Divulgação)
Com a seca que a região enfrenta, as estações de Careiro e Itapeua, no Rio Solimões, também chegaram aos seus níveis mais baixos já medidos. “Nesta semana está recorde em Careiro, Itapeua e Parintins. E vai continuar baixando mais. Ao contrário de Tabatinga, que já está subindo”, informa o gerente de hidrologia do CPRM, Daniel Oliveira.
Na semana passada, a estação de Tabatinga, no Alto Solimões havia registrado vazante recorde. Em Itapeua (comunidade situada no município de Coari), o nível da água medido na terça-feira (19) estava 98 centímetros abaixo do menor já verificado anteriormente, em 1998.
O Rio Solimões entra no Brasil perto de Tabatinga, na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Na altura de Manaus, ele conflui com o Rio Negro. Como explica Oliveira, por ter um volume maior de água, o Solimões influencia também o nível do Negro nas imediações da capital amazonense, e este deve registrar baixa recorde ainda neste fim de semana, provavelmente no domingo.
“O nível d’água baixou 1,13 m na última semana, tornando-se a segunda maior vazante registrada na série histórica que conta com dados diários desde 1902, faltando apenas 16 cm para atingir a vazante histórica de 1963, quando o nível ficou em 13,64 m”, explica relatório do CPRM.
A região do Alto Rio Negro tem sua época de seca em fevereiro, e, por isso, não tem nível baixo. Oliveira explica que, quando o Solimões tem nível alto, ele represa e aumenta o espelho d’água do Negro. Na seca, acontece o contrário, e o nível do segundo rio cai perto da foz.
A seca no Amazonas já fez com que 38 dos 62 municípios do estado decretassem situação de emergência, segundo informou a Defesa Civil. Mais de 62 mil famílias foram afetadas pela estiagem e pelo baixo nível dos rios, informa o governo.
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